Liderar para além das fronteiras da companhia

Nos últimos anos, o papel do executivo passou por uma transformação significativa. Em um cenário cada vez mais instável e multifacetado, líderes se diferenciam não apenas por performance e resultados, mas pela capacidade de lidar com prontidão e diligência para os desafios atuais com a mesma eficácia que enxerga e se antecipa aos desafios futuros, o que exige que assumam papeis mais amplos, que vão além das fronteiras da companhia e envolvem posicionamento estratégico, influência sistêmica e participação ativa no ecossistema de negócios e sociedade.

Essa ampliação do core de atuação transborda a visão de marketing pessoal, e se configura como uma resposta à complexidade de um mundo definido pela sigla BANI (frágil, ansioso, não-linear e incompreensível). Em contextos como esse, o executivo que limita sua ação e tempo apenas aos arredores dos muros da companhia, corre o risco de colocar sua competitividade e seu fluxo de carreira em jogo, seja pela deterioração da capacidade de insights e visão de futuro, assim como, pela   desatualização técnica, enquanto aquele que expande sua presença, se engajando em grupos de interesse, dentro, mas em especial, fora de sua organização, seja participando de conselhos, fóruns estratégicos, think tanks, iniciativas sociais e ambientais, entre outras tantas possibilidades de diversificação,  – fortalece sua marca pessoal, sua rede de influência e sua capacidade de inovação.

E essa mentalidade empreendedora está diretamente associada à gestão e construção do flow de carreira – Um levantamento recente da Deloitte (2023) sobre o futuro da liderança aponta que 72% das organizações globais estão buscando líderes com visão sistêmica, mentalidade de crescimento e capacidade de atuação em redes interconectadas. Esses dados reforçam o que vemos diariamente no mercado: a liderança do futuro exige mais do que expertise – exige protagonismo.

Tal visão é também respaldada por iniciativas como o Empretec, programa da ONU em parceria com o Sebrae, que atua no Brasil desde 1993 e já formou mais de 300 mil pessoas no desenvolvimento do comportamento empreendedor, bem como, pela pesquisa global do LinkedIn Talent Solutions, que aponta que profissionais em cargos executivos que estão engajados em atividades fora do seu escopo direto – como comitês, conselhos ou projetos de impacto – têm 38% mais chances de serem lembrados para novas oportunidades C-Level ou posições em conselhos administrativos, deflagrando uma realidade na qual, o executivo, ao ampliar seu core de atuação, – o indivíduo, naturalmente, passará a cuidar de sua carreira executiva como um negócio vivo: com estratégia, propósito e capacidade de escalar Também, cria espaços de nutrição dos relacionamentos estratégicos, e isso tem impactos concretos, de acordo com a pesquisa global!

Na Cornerstone Career Services, acreditamos que o sucesso de um executivo está diretamente relacionado à sua capacidade de expandir fronteiras – inclusive as da própria identidade profissional. Liderar, hoje, é também ocupar novos espaços. É construir pontes com o mercado, com a sociedade e com futuros possíveis.

A pergunta que deixamos como provocação é: onde você está atuando além da sua cadeira?

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